Calculando ROI de SOA

Em momentos de crise (mas não deveria ser assim sempre?), somente os projetos que conseguem mostrar uma relação custo/benefício adequada e com a dose correta de risco avançam. Para provar sua “tese” sobre SOA, existe uma série de cálculos e argumentações, que vão do ROI de serviço até a palavrinha mágica “Lightweight” (leve, iterativa e ágil) – SOA não precisa ter um investimento alto no primeiro momento. E é muito importante elaborar um Business Case e mostrar de forma estruturada as dificuldades atuais, a proposta de projeto com os resultados esperados e também os investimentos e o plano de implementação para se atingir esses resultados.

BUSINESS CASE

A primeira etapa de um Business Case deve ser identificar os problemas atuais, ou seja, o que está motivando a proposição do projeto. Tipicamente, os problemas mais comuns que SOA pode resolver são:

  • Falta de alinhamento entre as demandas das áreas de negócio e a agenda de TI
  • Falta de agilidade na evolução das aplicações existentes, bem como na entrega de novas
  • Dificuldade na integração dos processos
  • Qualidade das soluções finais

No entanto, esses sintomas são bastante genéricos. É fundamental que você seja capaz de determinar exemplos concretos, do dia-a-dia, que mostrem como esses pontos impactam os resultados de TI.

GERAÇÃO DE VALOR E BENEFÍCIOS

Quando pensamos em um Business Case para SOA, temos que considerar os principais benefícios prometidos, como quantificá-los e como eles se distribuirão ao longo do tempo.

A lista dos benefícios técnicos:

  • Redução do desenvolvimento duplicado
  • Simplificação da integração entre aplicações
  • Aumento da qualidade das funcionalidades
  • Flexibilidade na alteração de processos de negócio

A lista dos benefícios estratégicos:

  • Garantia de homogeneidade de processos
  • Agilidade na análise de impacto e no desenvolvimento evolutivo de seus sistemas
  • Redução do custo de manutenção das aplicações
  • Conhecimento dos ativos existentes

Algumas métricas para usarmos no cálculo da economia podem ser:

  • Taxa de Reuso: trata-se do quanto a empresa economiza por não ter que desenvolver novamente as mesmas funcionalidades. Digamos que para construir um determinado serviço foram necessárias 100 horas. Cada vez que se reutilizar esse serviço, praticamente 100 horas – ou pelo menos uma parte delas – serão economizadas.
  • Consistência de processos: a mesma lógica de negócio desenvolvida várias vezes pode causar comportamentos diferentes dependendo da aplicação e, sempre que muda, é necessário mudar em todos os locais onde esteja implementada.
  • Custos de manutenção: uma parte significativa do orçamento de TI é gasta apenas mantendo as aplicações existentes funcionando. Redução nos custos de manutenção com integrações mais fáceis de manter e componentes isolados sendo reutilizados, e com nível de qualidade já atestada, impactam de forma muito positiva o uso racional dos recursos de TI.
  • Agilidade: Conseguir fazer a análise de impacto mais rapidamente e promover mudanças nas aplicações e processos de negócios no tempo demandado pelas áreas de negócio é uma argumentação muito efetiva quando relacionado ao business case de SOA.

O desafio é conseguir quantificar os elementos acima de forma a contrapor os investimentos necessários.

Fonte PortalCallCenter

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