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A Sustentabilidade tem na web um grande aliado
A Web é hoje reconhecida por todo mercado como uma grande alavanca de vantagem competitiva para as empresas, pois permite rápido ganho de escala de comunicação e relacionamento mais aproximado e interativo com seus diversos stakeholders.
Para as atividades e ações sustentáveis, essas características são ainda mais relevantes. Estas ações estão hoje em franco ganho de maturidade, mas sofrem de grande pressão por custos baixos frente à grande necessidade de divulgação e aproximação da sociedade civil de maneira global.
Lembrando que a Sustentabilidade passa pelo tripé Social, Ambiental e Econômico, todas as suas ações impactam processos pouco aparentes para os públicos que procura atender (sejam eles consumidores, fornecedores, funcionários, acionistas, ONGs, mídia, redes sociais, dentre outros).
Desta maneira, a Web oferece diversos recursos para que os ganhos potenciais que estas ações podem providenciar. Adicionalmente, a viabilização destas ações passa necessariamente por uma estrutura de custos que pode ser elevada, principalmente em função da necessidade de capilaridade (pequenas ações com grande áreas/distâncias de aplicação) ou, por outro lado, a necessidade do compartilhamento de ações com pessoas/recursos distantes. Por fim – e provavelmente mais importante – as empresas precisam captar recursos para subsidiar algumas de suas iniciativas.
Por isso, entendemos que a Web pode contribuir para atender estas necessidades com recursos importantes, como abaixo:
- Redução dos custos de captação de recursos:
- Na Web, os recursos de pagamento online simplificam o processo de depósito/contribuição para ações sustentáveis, permitindo com recursos eletrônicos sem restrições de presença regional ou deslocamento a agências e pontos bancários. Com o S-Commerce, isso será ainda mais fácil, deixando as transações bancárias ao alcance do dedo.
- Em paralelo, a própria capacidade de informação da Web divulgando um número de conta associado às facilidades digitais/recursos online dos bancos, atualmente permite, com interfaces amigáveis e amplamente difundidas, a execução de aportes de recursos financeiros.
- Viabilização da comunicação a custos reduzidos:
- Sites/Blogs/Portais viabilizam a publicação rápida e dinâmica de todo tipo de conteúdo em mídias simples ou ricas com custos que podem ser considerados marginais quando se fala em soluções OpenSource (Código Aberto) combinadas aos valores hoje muito baixos (e cada vez menores) de hospedagem. Adicionalmente, os operadores não precisam mais de conhecimento técnico para operar estas plataformas, o que garante maior flexibilidade a custos menores.
- Newsletters/Comunicação Dirigida são recursos altamente eficientes de contato, pois permitem selecionar mensagens adequadas para cada tipo de público. Estes recursos, por serem digitais, têm custos reduzidos, pois substituem os custos de impressão de recursos de comunicação usuais ou custos de altos de veiculação/mídia dos canais tradicionais de comunicação.
- Fóruns são plataformas muito eficientes de discussão dos temas críticos que giram em torno das ações, reunindo num painel único os diferentes assuntos, pessoas e recursos. Podem servir, portanto, como plataforma de sustentação à inovação, quanto de discussão operacional, ou ainda reunir públicos em torno dos temas que as ações fomentam. As fontes de redução de custos provêm tanto do baixo custo da publicação em ambiente digital, quanto da viabilização de trocas de informações de maneira rápida e colaborativa, sem necessidades de deslocamento.
- Redes Sociais são evidentemente a bola da vez em termos de comunicação e relacionamento interativo com stakeholders. Em geral, elas permitem a máxima aproximação dos atores que se busca acessar e ainda permitem dirigir ao máximo a comunicação, também com baixos custos, incorporando, dentre outros, as vantagens acima apontadas.
- Permissão de trabalho remoto, reduzindo custo de infra-estrutura:
- Neste contexto, algumas das mesmas ferramentas citadas acima voltam como plataforma. Estamos falando de Redes Sociais e Fóruns, mas acrescentando toda a família de Messengers (mensageiros instantâneos) e agora os aplicativos de Voz Sobre IP (VOIP) como Skype, que permitem comunicação de voz (como telefone) e inclusive vídeo conferência, com custos nulos ou muito baixos. Desta maneira, a colaboração entre equipes nunca esteve tão fácil, reduzindo necessidade de viagem e tempo de retorno/agilidade.
- Aumento do engajamento é definitivamente o ponto mais importante a ser obtido pelas ações de Sustentabilidade, tanto para converter colaboradores, quanto para fomentar adesão de consumidores e mercados sobre suas iniciativas. Os recursos de maior impacto são:
- Redes Sociais, pela proximidade que gera com os diferentes atores (e conforme citado acima), são a ferramenta de maior eficácia na geração de engajamento. Podemos citar os recentes eventos da “Primavera Islâmica” que se viabilizaram inteiramente por estes ambientes. As recentes iniciativas civis “Ocupar Wall Street” também tiveram sua base de engajamento pela Web. E podemos citar iniciativas sustentáveis associadas a ações mais comerciais como o recente SWU que, com um evento em formato de conjunto de shows, promove uma série de discussões nos ambientes digitais.
- Crowdsourcing, por fim, tem sido um conceito cada vez mais explorado. Este recurso permite que qualquer pessoa colabore para construção de produtos/serviços/conceitos/inovações. Plataformas digitais diversas permitem que qualquer pessoa insira sua contribuição no corpo do projeto (claro que mediante fluxo de aprovação), possibilitando tanto ampliar as fontes de idéias ao projeto, enriquecendo a formatação das soluções, quanto ganhando em força produtiva com contribuições pulverizadas entre um número ilimitado de pessoas. O melhor exemplo é hoje o Wikipedia e a recente controvérsia do Wikileaks.
Assim, a Web é certamente fonte dos melhores recursos de redução de custos na comunicação e relacionamento dos temas da Sustentabilidade com os respectivos públicos de interesse, já que permite grande ganho de escala, eliminação de barreiras de distância e customização barata.
Por outro lado, apesar de ser mandatório se encarar a Web como um ambiente cada vez mais relevante para cativar e engajar pessoas ou mercados para os programas, projetos e ações de Sustentabilidade das empresas, em função de seu alto poder de relacionamento pessoal, não se pode perder de vista que, quando se trata de Sustentabilidade, o relacionamento presencial e as demais formas e canais de mídia e relacionamento são amplamente relevantes.
Como Web 2.0 vem influenciando a relação entre Empresas e Funcionários?
Como Web 2.0 Vem Influenciando a Relação entre Empresas e Funcionários?
A Web teve impactos sensíveis na alteração do comportamento de diversas relações corporativas em voga. Para as funções de Recursos Humanos (RH) não poderia ser diferente. O mercado consumidor e a própria concorrência vem forçando as empresas a participar das tais Redes Sociais e dos novos recursos que a Web 2.0 vem disponibilizando. Por outro lado, as empresas incorporaram em seu ecossistema digital interno uma série de funcionalidades que mudaram a maneira das pessoas/funcionários trabalharem e se relacionarem.
Por isso, pode-se dizer que a Web2.0 vem reescrevendo as regras de gestão e governança internas nas companhias, pois:
- Coloca o digital no mapa Multicanal das Relações Empresas-Funcionários
Definitivamente, os novos canais digitais, online e colaborativos estão no radar das novas estratégias corporativas. Não se pode mais ignorar estes ambientes como recursos de relacionamento, transações e comunicação com os funcionários.
Seja em ambientes próprios, seja em ambientes públicos ou ainda em ambientes de terceiros, é fundamental se estimular a colaboração e o engajamento a partir destes ambientes:
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- Sejam positivas, sejam negativas, todas estas participações têm impacto na credibilidade e alinhamento interno e já surgem diversos cases de sustentação e degradação desses pilares a partir dessas redes sociais internas,
- As transações online se fixaram definitivamente e hoje são um meio essencial de agilizar e integrar empresas e colaboradores, desde questões mais diretas, como salários e colaborações em grupos de projetos, até clubes de fidelidade e mercados colaborativos internos. Estes recursos estão se expandindo, hoje já se fala em M-commerce, TV-commerce e Social-commerce via redes sociais.
Dessa forma, os times de RH precisam estar preparados para isso:
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- Definindo políticas, modelos de gestão e operação alinhados à cultura corporativa e, ao mesmo tempo, transformando o digital e a colaboração em lentes internas de atuação e decisão,
- Suportando processos nestes ambientes novos, integrando equipes e times, co-construindo projetos e soluções e, portanto, sendo capaz de entender e ativar gatilhos e skills,
- Incorporando aos processos de recrutamento e seleção uma rotina sistemática de checagem de capacidade de interação com estes meios, hoje incontornáveis, tanto na atração de talentos, via comunicação, como no monitoramento e categorização de oportunidades.
- Demanda a formalização de Códigos de Conduta em ambientes sociais/digitais, a fim de mitigar os riscos advindos da utilização dessas mídias

Em paralelo, estes recursos sociais (que são essencialmente colaborativos) mudaram os hábitos e colocaram recursos colaborativos e/ou de compartilhamento de todos os formatos disponíveis na ponta do mouse de qualquer usuário simples de um computador. Desta maneira, praticamente qualquer um (e isso só piora com os recursos de dispositivos móveis) tem a possibilidade de colocar para o mundo suas opiniões, fotos e vídeos, quebrando a fronteira entre vida pessoal e profissional e abrindo ao “mercado” as entranhas corporativas e seus segredos.
A orgia atual pela utilização destes recursos, somada à imaturidade dos empregados no seu uso, tem feito com que diversos excessos fossem cometidos por funcionários nestes ambientes, compartilhando publicamente situações de trabalho que deveriam ficar restritas, ou expondo de maneira excessiva suas vidas particulares criando situações de difícil solução, ou ainda respondendo publicamente por suas empresas, mesmo sem te convocatória para tal.
- Fortalece a necessidade de se redefinir as regras de segurança e as responsabilidades da empresa e dos colaboradores

Adicionalmente, estes recursos ainda podem permitir que dados e/ou informações criticas do ambiente de trabalho vazem (literalmente) para o domínio público. De maneira complementar, estas funcionalidades viabilizam a transferência para uso pessoal de documentos que deveriam ser da empresa.
De maneira global, mesmo que representando crime com pena bem definida, a Web é um caminho de flexibilização das Regras de Segurança da Informação que as empresas demoraram tanto a conseguir dominar e que, a partir de agora, são alvos fáceis da contra-governança.
Ademais, a Web 2.0 vem incrementando a forma como os candidatos se relacionam com as empresas e vice-versa, pois possibilitam:
- A submissão da candidatura online e ter capacidade de utilizar ferramentas digitais

Praticamente nenhuma empresa recebe mais currículos em papel. Em todos os sites de grandes empresas, fica disponível um formulário para preenchimento dos campos básicos de um currículo. Explodiram as oportunidades e o mercado para sites especializados em divulgação de currículos, redes de conexão de profissionais e ferramentas de exposição da experiência pessoal.
- A utilização de E-Learning

O formato de transmissão de conhecimento também evoluiu. Todo tipo de formação, da mais técnica ou operacional à mais abstrata e acadêmica, encontra em ambientes digitais os suportes necessários para formatação e verificação de conhecimento.
Antes visto com certo desprezo, hoje existem cursos em universidades de grande prestígio no formato online. Estes ambientes permitem altíssimo grau de multiplicação de conhecimento, colaboração e interação. Por conseqüência, não seria muito diferente em ambiente corporativo que, até se apoiando nestas instituições, desenvolveram universidades corporativas e programas específicos e interativos de transmissão tanto de conhecimento interno, quanto de formação e evolução pessoal para seu corpo de empregados.
- Transformam a vida online em parte ativa do currículo de cada candidato

Por fim, mas não menos importante, se por um lado os ambientes 2.0 são um risco para as empresas, por outro também são um palco de exposição para os candidatos. As equipes de RH usam extensamente as Mídias Sociais para conhecer melhor seus proponentes.
A Web 2.0, com suas Redes Sociais, é um palco repleto de riscos e oportunidades para empresas e empregados utilizarem tanto de maneira positiva, como transformarem em um enorme risco para ambos.
A Web é o vidro da vitrine onde cada um expõe o produto que lhe convêm. Ponto a menos para as empresas que precisam, hoje em dia, colocar a vitrine na mão dos seus empregados. Ponto a mais para os empregados e consumidores que reequilizaram as relações de força e liberdade com as empresas. Que ninguém atire pedras!
Em colaboração com TheDOMNetwork
Qual o Papel da Web2.0 na Convergência?
É certo que a Web2.0 é a plataforma mais recente da convergência. Mas onde este movimento está nos levando?
A convergência é assunto discutido há muito tempo. Os recursos tecnológicos sempre foram o grande recurso para sua viabilização. Talvez, a pedra fundamental disso tenha sido inclusive o próprio cinema, que foi pioneiro em juntar imagem (em movimento) e som (voz, música).
De lá pra cá, são recursos multimídia diversos que já conseguem provocar mais que os sentidos visual e auditivo; hoje, já se fala em cheiros à distancia e devices interativos e biométricos dos mais diversos para o tato (a começar pelas aplicações para deficientes visuais).
As aplicações da convergência sempre tiveram foco em entretenimento e no suporte às Vendas das empresas. Afinal, maravilhar os sentidos sempre foi um recurso altamente valioso da comunicação e vendas.
A Web 2.0 só veio somar neste ciclo virtuoso da completude mediática. A convergência agrega aos seus encantos todos os recursos da web 2.0 de natureza compartilhada, colaborativa e de engajamento .
- Modelos de Negócio Convergentes
Olhando para o mercado, podemos notar que Modelos de Negócio Convergentes sempre tiveram o perfil central em distribuição de conteúdo. Como vimos anteriormente, eles podem ter o formato de entretenimento ou de comunicação.
No primeiro, o espetáculo é foco de desenvolvimento do produto. O objetivo é criar um show. No segundo formato, o foco está na distribuição de informação. Os dois conceitos e abordagens hoje praticamente se confundem e fazem do espetáculo ou da relevância da informação passada o gancho ou gatilho para alguma comercialização: aproveitando seu tempo para comerciais ou através de pagamento formal para acesso.
Desta maneira, três indústrias entenderam essa simbiose mais rapidamente e têm sido alvo de consolidações corporativas nos últimos tempos:
- Indústria publicitária (conteúdo): agências, empresas de marketing direto,…
- Indústria Mediática (formatos, canais e conteúdo): TV, jornal, revista, radio, internet,…
- Indústria de Telecomunicações (formatos, canais e conteúdo): Telefone fixo, telefonia móvel, telefonia a rádio,…
- Convergência em Vendas e Comunicação
A convergência se materializou de maneiras diferentes para atender às necessidades de Vendas e Comunicação das empresas.
Para Vendas, encontramos hoje:
- Displays Multimídia: exibindo em televisões cada vez mais baratas, produções cada vez mais sofisticadas em produção e qualidade de som/imagem;
- Tótens: permitindo acesso a conteúdo detalhado, interativo e altamente estimulante, integrado com recursos de compra online (ou compra sem contato humano – contactless payment);
- Vídeos interativos: a possibilidade de interagir com cenas em vídeos ou então poder personalizar a veiculação de conteúdo em vídeo já é realidade. Em paralelo, está cada vez mais próximo o momento de termos a tal TV Interativa (onde se poderá clicar em qualquer elemento da tela para poder obter mais detalhes ou comprar diretamente pela TV).
Quanto a modelos de Comunicação, alguns recursos típicos são mais presentes:
- TVs em elevadores: viraram uma febre, entregando notícia atualizada e personalizada ao perfil do visitante. Esta plataforma permitiu veiculação de publicidade e promoção em diversos formatos audiovisuais, permitindo sugerir ao cliente a consulta a canais ditos tradicionais, a partir de uma mídia externa;
- Modelos virais em vídeo: os modelos virais tiram agora proveito dos recursos convergentes. Aquela sacadinha de uma publicidade, aquela estória absurda, circula pelos mais diferentes formatos, nos mais diversos canais e fortemente pela Web;
- Podcasts: para citarmos um formato puramente de Internet. Este formato levou o rádio para Web. A facilidade de uso dos recursos Web 2.0 e da gravação de áudio colocou a disposição dos consumidores recursos permitindo a qualquer um transmitir sua programação. O fenômeno da convergência também passa pela alta capacidade atual de massificação de conteúdo.
E a Web2.0, onde entra?
A Web2.0 tem por característica primordial promover forte interação do canal com seu usuário. Por conseqüência, seus recursos somaram à forte vocação da convergência:
- Forte capacidade compartilhamento: ganho de velocidade e facilidade de publicação de conteúdo, a própria estrutura de atuação dos usuários em rede fazendo qualquer buzz ou viral expandir-se em velocidade exponencial, tudo isso com benefícios de suporte a todas as mídias ricas disponíveis;
- Forte capacidade de interatividade: comentar, compartilhar conteúdo, marcar uma pessoa, a Web 2.0 permite que se contribua com uma informação inicial de maneira aberta e completo. As Redes Sociais são o recurso de grande contribuição, facilitando hoje em dia a identificação dos usuários e criando fluxos de relacionamento claros, determinando redes, grupos e comunidades;
- Forte capacidade de engajamento: a Internet tem grande capacidade de mobilizar nichos, grupos em torno de temas que os sensibilizem. A Web 2.0 transforma a convergência em ferramenta para temas de relevância, congregando pessoas e criando forças produtivas, motoras e muito motivadas em prol das causas mais diversas. Se marcas e produtos conseguirem se apoderar destas bandeiras, terão oportunidade de surfar com maior competência esta onda.
Desta maneira, a Web 2.0 tornou-se central em qualquer visão Multicanal ou visão de integração de esforços de Marketing. A Web2.0 é multiformato, multiplataforma e multiusuário, mas principalmente é one-to-one, segmentada, controlada e, por conseqüência, muito eficiente.
Por conta desta força, a Web está se transformando em ambiente, em suporte. As outras mídias estão indo para Internet, tão mais rica em recursos/formatos e tão mais pronta para segmentação e individualização de oferta. Não à toa, as novas televisões já vêm de fábrica, com acesso à Internet, com acesso a serviços convergentes da Internet (YouTube, Mensengers, Redes Sociais, entre outros).
Neste mundo de hoje em que a Web2.0 é interação e a Web é ambiente, a convergência é formato e o conteúdo é total.
Em colaboração com ECNetwork
O Papel da Web na Potencialização dos Intangíveis
Historicamente a World Wide Web (Teia Mundial de Computadores) iniciou suas atividades como uma traquitana tecnológica para cientistas compartilharem pesquisas e experiência, ou seja, Conhecimento. Duas décadas mais tarde, o acesso foi democratizado e este é o terreno de batalha das maiores empresas do planeta, mas também a mesa de negociação e troca diária de zilhões de dólares de tantas outras.
Como vimos em artigo recente sobre Estratégia Digital da DOM Strategy Partners, este ambiente permite da a geração de resultados tangíveis, como Aumento de Receitas tanto e Redução de Custos. Mas definitivamente, esta não é sua única contribuição. Os Ativos Intangíveis também encontram ferramenta útil e eficaz para seu desenvolvimento. Entretanto, assim como na economia real, existem riscos e oportunidades a serem explorados.
- Ganho de Performance: o Intangível trazendo respostas Palpáveis
Nossa metodologia de Gestão de Intangíveis nos traz 4 Capitais para nortear um exercício de identificação das aplicações que se pode esperar da Web e seu conseqüente acréscimo intangível na Performance das empresas:
- Capital Intelectual
A exploração da Web como geradora de Inovação ou ainda espaço colaborativo de compartilhamento de Conhecimento é inegável. Inúmeras são as referências de utilização, indo da simples intranet corporativa até chegar aos super em voga crowd sourcing e wikis. Do ganho interno de produtividade ao aumento de satisfação do consumidor com compartilhamento de informações de produtos e serviços, encontramos respostas concretas a necessidades tão abstratas.
- Capital Organizacional
Este capital nos parece central na discussão da Web como importante materializador de Ativos Intangíveis. Certamente a característica de potencializadora de Modelos de Negócios, Arquiteturas Corporativas ou ainda Canal acaba por valorizar a entrega deste capital disponibilizando alternativas de operação, produção, gestão, distribuição e logística, impactando o modelo de relacionamento dos diferentes stakeholders e, por conseqüência, também viabilizando novos modelos de negócio, aplicáveis por força das características do ambiente.
- Capital de Relacionamentos
O relacionamento com Clientes e demais Stakeholders foi certamente revolucionado pela Web. A característica de identificação do cliente permitiu criação de comunicação dirigida e personalizada, mas também da conseqüente adequação de serviço, disponibilização de interfaces sob-medida que criaram todo um novo modo de consumo, influenciando inclusive mudança de comportamento, exigência e expectativa de níveis de serviço do cliente e do mercado.
- Capital Institucional
Deixamos este capital por último, por congregar todas as percepções de marca do cliente, imagem, governança, entre outros. Este capital é diretamente impactado por todos os demais, mas com certeza encontra ferramentas para se sustentar na Web. Quem duvida deste ambiente como vitrine de exposição e construção de marcas? Ou como canal de diferenciação? Podemos negar a força das Redes Sociais em levar empresas do Céu ao Inferno e vice-versa?
- Usar bem a Web ou viabilizar com a Web
Diversas são as metodologias de abordagem corporativa da Web. Cada formato, inclusive, pressupõe melhores práticas, desde a construção de sites, passando pelo envio de newsletters, terminando na utilização do Twitter ou em canais móveis. Mas a Web também pode ser uma finalidade em si; não obstante empresas tem foco completo na entrega de Serviço por ou para ela.
Desta maneira, implantações de visão MultiCanal (planejamento de integração para homogeneização de posicionamento e potencialização de performance dos canais) estão hoje altamente em voga. Por este motivo, também, a Web tem papel importante no suporte a estas estratégias por sua característica flexível e convergente, portanto horizontal na entrega de modelos de negócio.
Por outro lado, a Web também é viabilizadora de iniciativas e funções exclusivas. O movimento de altíssima inovação percebida no mercado tecnológico é prova disso, com criação de novos sites de serviços online a cada semana e suas transações milionárias. Este sucesso vem da possibilidade exclusiva de conseguir disponibilizar determinados fluxos neste ambiente. Podemos listar as capacidades colaborativas da Web (que fizeram o sucesso da Web 2.0 e das redes sociais), das interfaces de serviços disponíveis 24hs (como os sites de Internet Banking que mudaram o modelo de operação do mercado financeiro) ou ainda das transações online (eliminando trocas de moeda física e agilizando dinâmica de negócios com compras a distância).
- A Web na geração e proteção de valor
Analisando a Web como viabilizadora da estruturação dos 4 Capitais Intangíveis, bem como meio para suportar operações diversas e específicas, podemos facilmente consensar sua vocação para atuação bivalente de Geração e Proteção de Valor.
Conforme o quadro abaixo, vemos ao que correspondem cada um dos conceitos:
Para exemplificar, podemos imaginar para cada binômio:
- Institucional/Geração de Valor: exposição e sustentação da Imagem Corporativa por sites, hotsites, e-marketing
- Institucional/Proteção de Valor: com monitoramento web e atuação jurídica digital
- Relacionamento/Geração de Valor: aproximação do consumidor com canais de maior disponibilidade e mais personalização de oferta e abordagem
- Relacionamento/Proteção de Valor: capacidade de atendimento de stakeholders de forma mais ágil e assertiva
- Organizacional/Geração de Valor: viabilização de novos canais de distribuição e modelos de negócio
- Organizacional/Proteção de Valor: automação de processos e modelos operacionais
- Intelectual/Geração de Valor: capacidade colaborativa para facilitação de forças inovadoras
- Intelectual/Proteção de Valor: compartilhamento de informações estruturais corporativas, reduzindo perda de histórico e conhecimento com troca de profissionais
Em colaboração com TheDOMNetwork
Hadoop e Cloud Computing
Volta e meia em discussões sobre Cloud Computing surge o tal “Hadoop”. O que gera a confusão é que o Hadoop (ou ainda MapReduce, do qual ele se originou) vem sendo usado pelas empresas de Internet, que inspiraram o modelo de cloud computing, e que precisam de escala massiva para suas aplicações, como Yahoo, Google e Facebook. Mas dizer que o Hadoop é a base para todo projeto de Cloud, não é correto.
Segundo Cesar Taurion, “O Hadoop foi criado pelo Yahoo em 2005 e pode ser considerado uma das maiores invenções de data management desde o modelo relacional.”
O Hadoop é um projeto Open Source, com licenciamento Apache e, portanto, permite a criação de um ecossistema de negócios baseados em distribuições especificas. E o surgimento de serviços em nuvem, como o Amazon Elastic MapReduce, permite às empresas tratarem dados massivos sem demandar aquisição de servidores físicos. Neste modelo, o usuário escreve a aplicação Hadoop e a roda em cima da nuvem da Amazon.
Diversas empresas vêm contribuindo com código para seu desenvolvimento como a Yahoo, Facebook, Cloudera, IBM e outras. Em torno do código base, surgem as distribuições, como Cloudera e DataStax, que agregam valor com utilitários e serviços de suporte e educação, no mesmo modelo das distribuições Linux.
Quem usa Hadoop? Existem os casos emblemáticos como Facebook, Yahoo, Twitter e Netflix (na nuvem da Amazon), mas também já começamos ver seu uso em ambientes corporativos brick-and-mortar. Recentemente uma pesquisa mostrou que pelo menos umas 20 empresas da lista da Fortune 1000 assumiram publicamente que usam Hadoop de alguma forma.




